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  21 / 01 / 2010 - Construção verde: orientada para o mercado, sem perder de vista o meio ambiente

 
Construção verde: orientada para o mercado, sem perder de vista o meio ambiente
Por Maria Lucia Capella Botana
Sem dúvida, a implementação dos conceitos do green building no país seria agilizada se partisse da esfera governamental, nas licitações das suas próprias construções e adaptada às peculiaridades regionais. Porque a questão não envolve apenas a construção de edifícios altamente eficientes, mas todo o ambiente à sua volta de forma a solucionar problemas sociais e de infra-estrutura, integrando toda a cadeia de construbusiness e mantendo a competitividade econômica.

O conceito de construção verde não está associado apenas à preservação do meio ambiente, por isso muitos preferem o termo “construção sustentada”, que é mais condizente com a proposta que prevê o desenvolvimento econômico, o social e o respeito ao meio ambiente. Para países em desenvolvimento como o Brasil, equilibrar esses três pontos é fundamental para garantir um crescimento econômico sólido ao mesmo tempo que importantes questões de infra-estrutura, por exemplo, são resolvidas como parte integrante do processo.

Segundo Newton do Amaral Figueiredo, presidente da Sustentax Engenharia Ambiental, empresa brasileira de consultoria para green building, os empreendimentos sustentáveis devem proporcionar “retorno para seus investidores e proprietários e menores custos, melhor saúde, conforto e produtividade para os seus ocupantes, além de se inserirem de forma harmoniosa com o meio ambiente e com a comunidade em torno da sua área de influência”. E acrescenta exemplificando que, mesmo que uma construção tenha sido erguida dentro de padrões ecologicamente corretos, apresentando altos índices de economia de energia, materiais reciclados, etc., ela não será considerada sustentável se na comunidade em que está inserida o esgoto corre a céu aberto, crianças estão sendo mordidas por ratos.

Mas foram as grandes corporações que saíram à frente. Empresas com operações em vários lugares do mundo e de diferentes setores como o Bank of America, IBM, Toyota, Wal-Mart, entre outros estão unindo útil ao agradável. Os Estados Unidos e a Europa apresentam mais de 700 projetos em andamento para certificação verde. E mais de 2 mil prédios verdes estão sendo construídos atualmente em território americano.
No Brasil, a agência do ABN Amro Real da  Granja Viana, em São Paulo, pode ser o primeiro empreendimento a receber a certificação green building concedida às empresas que adotaram os critérios de sustentabilidade ambiental do LEED – sigla em inglês para Liderança em Energia e Design Ambiental –, o selo mais difundido e reconhecido internacionalmente por ser orientado para o mercado sem perder de vista a responsabilidade ambiental. Foi criado pelo U.S Green Building Council (USGBC), um conselho aberto e voluntário de nível mundial que congrega lideranças de vários setores da indústria da construção, hoje em torno de 8.500 profissionais .
 
 
 
 
 
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